
Introdução
O Burnout é um distúrbio emocional causado por estresse extremo crônico, caracterizado pela exaustão física e pelo esgotamento mental. Infelizmente, nos últimos anos, essa síndrome vem se tornando muito comum entre os brasileiros. O Brasil é o segundo país com mais trabalhadores sofrendo com ela e com cerca de 300 mil afastamentos por ano, causando prejuízos para o empregador e, principalmente, para o empregado. São cerca de 30% dos trabalhadores com Burnout e 70% enfrentam estresse crônico.
Muitos têm rotinas de trabalho exaustivas e exageradas, podendo atingir múltiplas horas semanais e uma pressão excessiva. Além dos problemas já citados acima, isso pode ocasionar despersonalização (desconexão consigo mesmo), cansaço extrema, ansiedade, depressão, irritabilidade e apatia. É literalmente o inferno na vida da pessoa. E isso precisa ser combatido urgentemente, antes que coisas piores venham a ocorrer.
O que causa Burnout?
O Burnout tem alguns fatores de risco que o predispõem. Um dos mais conhecidos é a grande carga horária. Algumas pessoas têm uma cobrança excessiva consigo mesmas e, devido a uma perda de produtividade, que pode discorrer do próprio Burnout, elas tendem a aumentar a quantidade de horas no trabalho. Trabalhando nos finais de semana, reduzindo a hora de almoço, sem fazer pausas e carregando mais demandas nas costas.
Outros grandes fatores são a falta de recompensas e a injustiça que acontecem no trabalho. O indivíduo trabalha, trabalha e trabalha e não recebe nenhuma gratificação e elogio. Parece que o seu esforço não serviu para nada. E pior, às vezes ele vê os colegas de trabalho recebendo prêmios e ocorrem comparações entre ele e os outros. Frases como “ah, se ele fez, por que você não faz?” estão muito presentes no cotidiano. Eu não consigo nem mensurar o impacto que isso faz na cabeça do trabalhador.
Além disso, pode haver relações tóxicas, em que há o afastamento de colegas e do chefe e o isolamento social, distanciamento de valores, sentindo que não combina mais com a empresa em que trabalha e que não é mais suficiente, e falta de importância, em que suas opiniões não são escutadas pelos líderes e sentimento de que o funcionário está apenas executando ordens como se fosse um robô.
Abaixo você conhecerá mais sobre algumas dicas para te ajudar a preveni-lo e a lidar melhor com isso.
Quais são os sinais do Burnout?
Burnout, do inglês, significa esgotamento. Essa síndrome é causada no trabalho, com assédios morais, carga horária de trabalho absurdas, grande estresse e outros fatores. Infelizmente, a maioria das pessoas que sofrem com essa síndrome não sabe, ou sabe pouco, sobre ela e seus sinais. É muito importante estar atento, pois às vezes, você nem sabe que está prestes a passar por ela ou que está com o distúrbio. E é bem melhor tratar antes dessa situação explodir.
1- Exaustão extrema

Um esgotamento tão intenso que você perde a capacidade de raciocinar. Você tem dificuldades para realizar até atividades simples domésticas, como escovar os dentes. É uma fadiga crônica. Podem acontecer dores de cabeça, tensões musculares e baixa imunidade.
Também ocorrem muitas dificuldades cognitivas e emocionais. Ler um livro se torna uma atividade que exige uma força incrível e a memória falha para coisas até simples. Além de um esvaziamento afetivo.
2- Desmotivação ao trabalho

Aqui, é como se seu cérebro criasse uma “bolha” para se proteger. É uma estratégia de autopreservação. Isso porque seu trabalho se tornou tão estressante e desmotivador que só de pensar nele você já sente o desgosto. Causa desânimo e repulsa em algo que antes era bom para você e te dava sentido na vida.
3- Sensação de incompetência

É uma distorção da realidade. A baixa realização profissional é como se você nunca tivesse prestado e nunca tivesse sido bom o suficiente. Aqui surge a síndrome do impostor, que seus sucessos passados foram apenas sorte e que, agora, quando você está cansado e não está saudável, você acha que sua “verdadeira face” apareceu.
Então, seu cérebro interpreta tudo isso como se você fosse incompetente, mas é apenas uma cegueira temporária. Você deve entender que sua competência não desapareceu, mas que o estresse provocou uma interferência no seu cérebro. É como se o seu software fosse bom, mas o hardware não aguenta o processamento no momento.
Como cuidar?
1- Converse sobre sua situação

Converse com profissionais (psicólogos e psiquiatras) sobre sua situação. Eles com certeza vão te ajudar nesse processo de melhora. Além disso, é bem importante conversar com pessoas confiáveis, como amigos muito próximos que podem te entender bem e te ajudar.
2- Crie escapes na sua rotina

Momentos de prazer no meio de sua rotina são essenciais. Seja passar um tempo de qualidade com a família, fazer uma sessão de jogos com os amigos ou praticar um esporte, eles são fundamentais para que você consiga “respirar”.
3- Faça pequenas pausas

Durante o trabalho, seu cérebro usa muita energia. Então, para que você produza melhor, é importante fazer pequenas pausas com o decorrer do dia. Por exemplo, você pode apenas olhar para o nada ou tirar uma pequena soneca. Isso promove uma recuperação de seu cérebro e faz com que você recarregue seu foco. Mas nada de celular ou telas ou atividades desgastantes. Esse tempo é para que você se recupere e descanse.
4- Peça um afastamento do trabalho

Sua é doença ocupacional, ou seja, causada pelas situações do trabalho. Após receber o diagnóstico, é aconselhável tirar um tempo para se reconciliar consigo mesmo e se autoconhecer. Use esse tempo para se entender melhor e cuidar de sua saúde mental.
5- Aprenda a equilibrar o trabalho e o descanso

Muito do Burnout é por causa desse desequilíbrio. Suas longas horas de trabalho acabam roubando um tempo essencial que seria usado para o descanso. Entenda que limites existem e você deve aprender a lidar com eles. Reconheça que o descanso também faz parte do trabalho e que você deve analisar a si mesmo em busca de criar uma produtividade saudável.
Conclusão
Espero que esse post tenha te ensinado mais sobre essa doença e te ajudado a lidar melhor com ela. Você deve sempre estar atento a isso, pois um distúrbio desses rouba sua saúde mental e seu tempo, além de atrapalhar seu trabalho. Cuide de si mesmo, pois você é totalmente responsável pela sua vida e deve fazer dela muito agradável e satisfatória.
Se você quiser aprender sobre mais temas, dê uma olhada no meu blog. Aproveite e tenha um ótimo dia!
Se precisar de ajuda imediata, ligue para o CVV (Centro de Valorização da Vida): 188 – atendimento gratuito 24 horas.